quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Policial civil é preso suspeito de formação de milícia privada e tentativa de homicídio
A Delegacia de Polícia Civil de Ceará-Mirim prendeu o agente de Polícia Civil do Rio Grande do Norte Rossini Pinheiro dos Santos (50 anos), na tarde desta quarta-feira (09) em Natal. Ele foi detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Ceará-Mirim por ser suspeito pela prática dos crimes de peculato, formação de milícia privada e tentativa de homicídio. O pedido de prisão foi feito pela delegada titular da DP de Ceará-Mirim, Jamille Alvarenga.

A prisão do policial é desdobramento da Operação “Tártaro”, deflagrada em 07 de agosto, que visava desarticular e prender integrantes de uma empresa ilegal que realizava segurança privada para moradores de Muriú. “Tal grupo realizava disparos com armas de fogo e ameaçava moradores que não contratassem os serviços. Além disto, como forma de retaliação o grupo realizava arrombamentos nas casas, constituindo desta forma a prática de milícia privada”, relatou a delegada Jamille Alvarenga.

No dia da Operação foram presos os primos Paulo Júnior Gomes (30 anos) e Rafael Gomes da Silva (25 anos). Eles foram detidos em cumprimento a mandados de prisão preventiva por serem apontados como autores de uma tentativa de homicídio e participantes da milícia privada.
“A investigação feita por nós revelou que policial civil exercia o papel de `dono da empresa´. Ele coordenava os trabalhos do grupo, fornecia armamentos e gerenciava toda a logística. Paulo Júnior figurava como testa de ferro e Rafael Gomes era o braço direito do primo. No dia da Operação, nós apreendemos na casa de Paulo Júnior um colete balístico de propriedade da Polícia Civil, além de dois revólveres calibre .38 e munições de diversos calibres, inclusive munições de uso exclusivo da Polícia. Descobrimos que o policial civil tinha repassado o colete para o Paulo Júnior. Para tentar despistar a origem do colete, Rossini Pinheiro havia cortado todas as identificações relativas à Polícia Civil”, detalhou a delegada Jamille Alvarenga.

*Fonte: Assessoria / Degepol

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