quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Estados transferem 2 mil presos para prevenir novos massacres

Ação ocorre em prisões que entraram em alerta pela guerra de facções
SÃO PAULO O Globo — Após rebeliões que causaram a morte de mais de 130 presos, ao menos oito estados brasileiros entraram em alerta — quatro deles com efetiva transferência para tentar evitar confrontos entre facções rivais que dividem espaço nos seus sistemas penitenciários. Autoridades locais afirmam que, além da troca de presos nas penitenciárias, foi reforçada a segurança e aumentou-se a cobrança de investimento por parte do governo federal.

Desde o início do ano, 2.003 presos de Acre, Ceará, Rondônia e Alagoas foram enviados para outras prisões. Grande parte das movimentações foi feita no Ceará. Logo após a morte de 60 presos no Amazonas, o estado determinou a transferência de 930 pessoas.

A Secretaria de Justiça do Ceará informou que as mudanças ocorreram entre unidades da Região Metropolitana de Fortaleza para “adequação de regime e prevenção de conflitos”. Ao menos três presos morreram em penitenciárias cearenses este ano. As investigações, em andamento, não confirmam participação do crime organizado.

Em Alagoas, o temor de conflitos fez o estado movimentar 1.020 presos entre domingo e segunda-feira e pedir a transferência de 20 detentos identificados como chefes de facções para penitenciárias federais.

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