quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Após morte de agente penitenciário, Sejuc suspende visitas íntimas e sociais a presos no RN

G1RN - Um dia depois do assassinato do agente penitenciário Thiago Jefferson Bezerra de Lima, morto nesta terça-feira (10), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) suspendeu as visitas íntimas e sociais nos presídios do Rio Grande do Norte. Dentre as justificativas para a medida, a pasta cita a morte do servidor, mas também enumera outros três casos de atentados contra os agentes carcerários.

4 ataques

A suspensão começa nesta quarta-feira (11) e vale por 30 dias. De acordo com a portaria que normatiza a decisão da Sejuc, quatro agentes penitenciários foram alvos de ataques setembro e outubro. O texto do documento assinado pelo secretário Mauro Albuquerque Araújo afirma que a morte de Thiago Jefferson tem “características de execução pela função pública”.

Além disso, Mauro Albuquerque Araújo usa como argumento para suspensão postagens que têm sido feitas em sites na internet, estimulando ataques aos agentes penitenciários. Os ataques seriam retaliação à “rigidez, disciplina e combate aos grupos criminosos dentro do sistema penitenciário”.

Tentativa de resgate

Entre as justificativas para suspender as visitas, Mauro Albuquerque Araújo também cita a tentativa de resgate ocorrida na sexta-feira (6) no Centro de Detenção Provisória da Ribeira. O secretário diz ainda na portaria que o Estado é carente de recursos humanos para “manutenção da ordem e garantia da segurança penitenciária”.

Atuação das facções e falta de estrutura

As visitas, segundo afirma a Sejuc no documento, têm sido usadas para difusão de mensagens entre presidiários e familiares, servindo para execução de ordens e coordenação das organizações criminosas que atuam no Rio Grande do Norte.

A necessidade de reformas e ausência de infraestrutura, além das obras em curso nas unidades carcerárias do Estado, também são justificativas usadas pela Sejuc. O secretário Mauro Albuquerque Araújo diz que a suspensão das visitas também se dá porque os agentes precisam realizar revistas e retirar material ilícito de dentro dos presídios para garantir a segurança e o funcionamento do sistema penitenciário.

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