sábado, 17 de fevereiro de 2018

Segurança vai para o centro do debate eleitoral

SÃO PAULO - O debate sobre Segurança Pública no País está no centro do debate eleitoral. A escalada da violência, registrada por quase todos os Estados brasileiros e não só no Rio, levou os pré-candidatos a defenderem como prioridade zero o combate ao crime. As propostas vão desde a criação de ministério e agência de segurança, ao aumento dos recursos e o armamento da população.

O deputado fluminense Jair Bolsonaro (PSC), que é contra a intervenção, defende o fim do estatuto do desarmamento e a mudanças na lei de migração. Sobre a intervenção, declarou ao O Antagonista: "É uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir esse bando de vagabundos".

Na noite desta sexta-feira, 16, Bolsonaro publicou em suas redes sociais um vídeo em que, segundo ele, falta aos policiais civis, militares, federais e integrantes das Forças Armadas uma "retaguarda jurídica, o excludente de ilicitude em operação" para que, no futuro, não sejam eventualmente julgados por alguma ação que fizeram.

"Defendemos a intervenção, sim, mas não dessa forma, feita nos porões do Planalto, longe dos integrantes da Forças Armadas e longe da cúpula da Polícia Militar e Civil do Rio de Janeiro", disse. "Isso tudo me cheira a mais um remendo apenas e nós queremos algo sério", acrescentou. "A insegurança no Rio de Janeiro tem que ser combatida com energia ou, se for o caso, com mais violência ainda", declarou.

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