terça-feira, 30 de julho de 2019

Justiça mantém prisão dos quatro investigados por invasão de celulares de Moro e autoridades

G1 - Na última sexta (26), os quatro presos na Operação Spoofing tiveram prisão temporária prorrogada. Segundo a Polícia Federal, mais de mil pessoas podem ter sido alvos do grupo.

O juiz da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, decidiu nesta terça-feira (30) manter a prisão dos quatro investigados por envolvimento na invasão de celulares de autoridades do país.

Gustavo Santos, Suelen Priscilla de Oliveira, Danilo Marques e Walter Delgatti Neto, conhecido como Vermelho, vão continuar detidos até quinta-feira (1º), quando se encerra o prazo da prisão temporária, renovada na sexta-feira (26).

"É preciso verificar se motivos que fundamentaram minha decisão de prisão persistem. Vou indeferir por enquanto", declarou o juiz Vallisney Oliveira.
Os quatro suspeitos de ataque hacker presos pela PF na semana passada — Foto: Reprodução/TV Globo
O magistrado tomou a decisão após ouvir os presos em audiência de custódia na manhã desta terça. Os quatro investigados foram presos na última terça-feira (23), na Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A operação ocorreu nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

O nome da operação é uma referência à uma "falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é", segundo a definição da Polícia Federal (PF).

Investigação

A investigação começou após a divulgação de trocas de mensagens atribuídas ao então juiz federal Sergio Moro e ao coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, por meio do aplicativo Telegram.

O material que, segundo as investigações, teria sido hackeado dos respectivos celulares, foi publicado pelo site The Intercept em uma série de reportagens que ficou conhecida como Vaza Jato e aborda a conduta do então juiz Sergio Moro na condução da Lava Jato em Curitiba.

Em depoimento à PF, um dos presos – Walter Delgatti Neto – admitiu que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e confirmou que repassou mensagens ao site The Intercept Brasil. Segundo a Polícia Federal, mais de mil pessoas podem ter sido alvos do grupo.

No domingo (28), os advogados de Delgatti Neto divulgaram uma nota na qual informaram que ele deixou cópias de conversas com outras pessoas dentro e fora do país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário