quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Associação diz que PMs não aceitarão “uso indevido” por governadores: “estarão com o Exército em caso de ruptura”

A Associação Nacional dos Militares Estaduais do Brasil (Amebrasil) emitiu uma carta em resposta à sociedade brasileira em que diz que a corporação não vai atender às “milícias eleitorais”, e que não podem ser utilizadas pelos governadores de “forma disfuncional”. Eles prometeram seguir o Exército em caso de “defesa interna ou ruptura institucional”.

A nota assinada pelo presidente da Amebrasil, Marcos Antônio Nunes de Oliveira, coronel da PM do Distrito Federal, foi divulgada na noite desta segunda-feira, 23, no mesmo dia do anúncio do afastamento do coronel da ativa Aleksander Lacerda pelo governador de São Paulo, João Doria.

O coronel Lacerda divulgou um vídeo em que convocava policiais militares a participarem do ato no dia 7 de setembro, em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O mesmo acontece em outras cidades, com diversos policiais de diferentes patentes chamando para a manifestação.

“Nossas instituições seguem e obedecem rigorosamente a lei e não as vontades político-partidárias que tentam nos relegar ao plano de milícias eleitorais ou guardas pretorianas”, diz o comunicado.

” Nosso laço institucional na defesa da pátria com a força terrestre brasileira (Exército) é indissolúvel e não está sujeito ao referendo de nenhum governador, partido político ou qualquer outra ideologia que não seja a proteção da pátria, da segurança e da soberania. Somos regidos pelo império da lei, da vida e da preservação do patrimônio dos nossos cidadãos, sempre mirando a proteção dos valores, costumes e objetivos nacionais permanentes que edificaram a nação brasileira como um país livre e democrático”, completa.

Leia aqui a carta na íntegra.