sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Polícia Civil prende 14 suspeitos de integrar organização criminosa e apreende R$ 30 mil em Natal

Operação 'A Firma' foi deflagrada nesta quinta-feira (2) no Paço da Pátria. Investigação acontecia desde 2020.
Por Julianne Barreto, Inter TV Cabugi
Policiais civis prenderam em Natal 14 pessoas suspeitas de integrarem um grupo criminoso de tráfico de drogas. A operação "A Firma" foi deflagrada nesta quinta-feira (2) no Paço da Pátria, na Zona Leste da capital potiguar.

Também foram apreendidas duas armas de fogo e cerca de R$ 30 mil. No total, em quase dois anos de operação, a Polícia Civil apreendeu 19 mil saquinhos de cocaína, 40 kg de drogas variadas, dois fuzis, uma submetralhadora, uma espingarda calibre 12, 25 armas curtas, 57 bananas de dinamite e uma granada.

"A investigação vem sendo feita desde 2020. Desde então foram realizadas várias incursões baseadas em denúncias anônimas. Foi apreendida uma grande quantidade de drogas, armas de fogo e munições. Até que a gente chegou na 'Firma', a organização criminosa que domina o Paço da Pátria. Esse é o nome que o próprio gestor dá. Essa organização é dedicada ao tráfico de drogas e domina toda aquela região. É quem fornece a droga para toda a comunidade", detalha a delegada Anna Laura, titular da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC).

Segundo a delegada, o gestor da organização criminosa está preso na penitenciária Laércio da Costa Peregrino, mais conhecida como Bangu 1 - o primeiro presídio de segurança máxima do país -, no Rio de Janeiro.

"Esse gestor tem o controle de todo o Paço da Pátria. Ele tem pessoas que trabalham para ele na fabricação, na venda, na guarda... Ele coordena todo o tráfico de drogas na comunidade lá do presídio. Através do celular ele dá as ordens, as coordenadas, tem o controle diário da produção de drogas, da venda... Ele também estabelece protocolos, em caso da polícia entrar na comunidade", conta Anna Laura.

De acordo com a investigação, as 14 pessoas presas nesta quinta-feira fazem parte da organização criminosa. "Essas pessoas presas eram subordinadas a esse gestor. Existia uma divisão de trabalho e cada uma fazia uma coisa", explica a delegada.