quinta-feira, 4 de maio de 2017

Denúncia da Dama de Espada traz delação que cita governador do RN

Ex-diretor do Idema, Gutson Bezerra, disse entregava parte do dinheiro à Rita das Mercês, ex-procuradora da AL, que repassava ao então presidente da Casa Legislativa Robinson Faria.
A denúncia da operação Dama de Espada aceita pela justiça traz detalhes de como funcionava o esquema de desvios de recursos na Assembleia Legislativa do Estado. A denúncia contém delações premiadas que revelam nepotismo cruzado entre os poderes e como laranjas eram usados para desviar dinheiro. Vinte e quatro pessoas já respondem na justiça. O governador do estado, na época presidente da assembleia, foi citado no depoimento do principal delator e também será investigado.

Na denúncia de 238 páginas, os promotores do patrimônio público detalham como funcionava o esquema. Foram quase dois anos de investigação para demonstrar como aconteceu o desvio milionário.

“Essa primeira denúncia tem amplo arsenal probatório. Foram ouvidas testemunhas, colhidas informações bancárias, fiscais, outras decorrentes de quebra de e-mails e quebra de sigilos telefônicos”, disse a promotora de Justiça Keiviany Sena.

Um trecho da delação premiada de Gutson Jhonson Bezerra, ex-diretor do Idema e filho da ex-procuradora da assembleia Rita das Mercês relata o nepotismo cruzado entre poderes. Ele diz que usou a própria filha para participar da troca de cargos. Ela teria recebido salário simultaneamente do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa. Ela ficaria com o valor da Assembleia, e um desembargador ficava com outra parte do valor.

O ex diretor do Idema também revelou que o esquema beneficiava deputados, entre eles o então presidente da Assembleia e atual governador do estado, Robinson Faria.

Gutson conta que tinha total controle da conta de um funcionário fantasma, inclusive cartão e senha. Ele disse ainda que ficava com R$ 1 mil e os outros R$ 10 mil entregava na mão da mãe, Rita das Mercês, e que, segunda ela, o dinheiro era para o presidente Robinson.

“A eventual participação de pessoas com foro serão encaminhados para os respectivos tribunais. Uma eventual denúncia do governador será encaminhado para o STJ que é o órgão competente para investigar e julgar. Essa foi só a primeira de outras denpuncias que ainda virão”, disse Keiviany Sena.

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