sábado, 6 de julho de 2019

Advogado acusado de mandar matar radialista F. Gomes é preso em operação do MPRN

Advogado Rivaldo Dantas de Farias (arquivo) — Foto: Rosivan Amaral
G1RN - Uma ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) prendeu o advogado Rivaldo Dantas de Farias, na manhã desta sexta-feira (5), em Caicó, na região Seridó potiguar. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, executado em 2010, na cidade. A ação contou com apoio da Polícia Militar.

De acordo com o MP, a prisão preventiva do advogado foi decretada pelo Juízo da 1ª vara da comarca de Natal, atendendo o pedido da 15ª Promotoria de Justiça. O réu responde à Justiça pelo crime de homicídio, com três qualificadoras: motivo fútil, emboscada e morte mediante promessa de recompensa. Ele também já foi pronunciado em sentença e aguarda marcação de um Júri popular.

O motivo do pedido de prisão feito pelo MP seria para o réu não atrapalhar o andamento do processo. Ele deverá ficar preso no Comando Geral da PM, em Natal, em razão da condição de advogado.

F. Gomes tinha 46 anos e trabalhava na rádio Caicó AM. O radialista foi assassinado na calçada de casa, na noite de 18 de outubro de 2010, com três tiros de revólver. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó, mas o radialista não resistiu aos ferimentos, deixando mulher e três filhos.

Último a ser julgado

Segundo o Ministério Público, a morte de F. Gomes foi encomendada por um 'consórcio' de pessoas que se uniram contra ele. Inicialmente, foram denunciados o mototaxista João Francisco dos Santos, mais conhecido como 'Dão', o comerciante Lailson Lopes, o ex-pastor Gilson Neudo, o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o tenente-coronel da PM Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros. Estes dois últimos, porém, não foram pronunciados e, consequentemente, acabaram excluídos do processo.

O mototaxista João Francisco dos Santos, mais conhecido como 'Dão', admitiu ter puxado o gatilho. Como autor material do crime, ele foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu no dia 6 de agosto de 2013. A defesa dele recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça reduziu a pena para 21 anos.

No dia 16 de abril de 2019, um júri popular também condenou o ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares do Amaral e o comerciante Lailson Lopes, o ‘Gordo da Rodoviária', a 14 anos de prisão por homicídio duplamento qualificado.

Também denunciado como mandante do crime, o advogado Rivaldo Dantas de Farias foi igualmente sentenciado a ir para o banco dos réus, mas até agora aguardava em liberdade a Justiça definir uma data para o júri popular.

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