quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Médico investigado em esquema de fraude em concurso vestibular em São Paulo é preso pela Polícia Civil em Mossoró no RN

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada na manhã desta quarta feira 02 de setembro de 2020, em Mossoró terminou com a prisão de um médico investigado pela suspeita participação em fraudes de concurso vestibular em cidade paulista. Adolfo Araújo Bezerra de 27 anos de idade, foi preso quando dava expediente no Hospital da Liga em Mossoró.

A Operação foi coordenada pelo Dr. João Paulo Tardin, delegado da Seccional da Polícia Civil de Assis no interior paulista e contou com o apoio da 2ª Delegacia Regional de Polícias Civil de Mossoró, comandada pelo Dr. Luiz Fernando. A prisão do médico se deu em cumprimento a uma mandado temporário de 05 dias, expedido pela justiça de São Paulo.

De acordo com o delegado paulista, Adolfo Araújo, participava de um esquema fraudulento em concursos vestibulares no estado de São Paulo. Ele prestava o certame de medicina, em lugar de outra pessoa, ou seja fazia as provas do concurso no lugar do candidato inscrito e recebia média 25 mil reais pela ação, depois de garantir a vaga do candidato com a aprovação no certame.

O inquérito foi instaurado pela Polícia Civil de São Paulo em 2018, depois que foi constatado uma fraude no vestibular da universidade de Assis no interior paulista. Em 2019, foi deflagrada uma operação, onde várias pessoas suspeitas de envolvimento no esquema de fraude, foram presas pela Polícia Civil naquele estado.

Além do médico, preso em Mossoró, outras 08 pessoas suspeitas de envolvimento no mesmo esquema fraudulento, foram presas nesta quarta feira (02) em Natal, capital Potiguar. Após ser preso, por determinação da justiça, Adolfo Araújo Bezerra foi conduzido à Delegacia Regional e depois dos procedimentos, ele foi levado ao ITEP onde se submeteu a exame de corpo de delito e encaminhado à Cadeia Pública de Mossoró, onde ficará a disposição da justiça. O médico, segundo deverá responder por crimes de estelionato, falsificação de documentos e formação da quadrilha. Ele atua na profissão de médico há 09 meses e dava expediente no Hospital Tarcísio Maia e no Hospital da Liga.
Fonte: Fim da Linha